
Alimentados por dezenas de córregos e afluentes, os dois rios mais importantes que cortam a cidade de São Paulo são o Tietê e o Pinheiros. Ambos estão poluídos há décadas e o principal responsável é o esgoto in natura despejado diariamente em seus respectivos leitos.
Em função disso, a principal arma do Governo de São Paulo para despoluir os rios e mananciais tem sido o investimento histórico em saneamento básico em todos os municípios da Região Metropolitana. Desde 2024, quando a Sabesp foi desestatizada, cerca de 10 bilhões de litros de esgoto passaram a receber tratamento adequado e não são mais despejados em rios e mananciais todos os dias. Isso equivale a cerca de 4 mil piscinas olímpicas a menos de dejetos na natureza, diariamente.
Essa redução se deve à inclusão de 3 milhões de residências nas redes de coleta e tratamento de esgoto em todo o estado, medida possível após o aumento de investimentos em 120%, passando de R$ 6,9 bilhões para mais de R$ 15 bilhões após a desestatização da Sabesp.
A despoluição dos rios e mananciais faz parte do projeto Integra Tietê, criado pelo Governo de São Paulo em parceria com a Sabesp. Trata-se do maior programa de despoluição já realizado no estado, cujo objetivo é ampliar a coleta e o tratamento de esgoto e promover a recuperação ambiental do rio Tietê e seus afluentes ao longo de mais de 1.100 km. Na Capital e Grande São Paulo estão sendo executados 42 conjuntos de obras lineares, que incluem a instalação de novas tubulações, estações de bombeamento e a ampliação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
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Dados da Cetesb apresentados nesta quarta-feira (10), no Dia Mundial do Meio Ambiente, apontam que a concentração de matéria orgânica no Rio Pinheiros caiu em três dos quatro pontos monitorados entre 2024 e 2026: 55% na calha da Barragem de Pedreira, 29% na Ponte do Socorro e 26% na Usina São Paulo nos cinco primeiros meses do período analisado. Em relação aos afluentes do Pinheiros, dois em cada três afluentes monitorados apresentaram melhora no período, com reduções superiores a 40% em alguns dos córregos historicamente impactados.
No Rio Tietê, os dados apontam a evolução do programa de despoluição nos últimos dois anos, com redução de 46 toneladas por dia na carga de poluição transportada, de 219 toneladas/dia para 173 toneladas/dia. Dos 30 afluentes monitorados pela Cetesb, sete em cada 10 quilômetros quadrados monitorados registraram evolução positiva na qualidade da água.
“Isso não é mágica, é investimento, é obra. Vários pontos de melhoria que a gente vê no Tietê e no Pinheiros, que é um afluente também do Tietê. O saneamento é dignidade, causa um grande impacto na vida das pessoas, então é importante a gente ressaltar todo o trabalho que a gente fez com a desestatização ”, disse a secretária de Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
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Desde 2024, foram entregues 16 estações de tratamento de esgoto (ETEs) e criado cerca de 800 quilômetros de redes coletoras, ampliando o acesso ao saneamento para aproximadamente 3,8 milhões de pessoas.
Outras seis estações de tratamento de esgoto estão passando por expansão e devem ter sua capacidade ampliada em até 75%.
A expansão da rede em áreas rurais e informais também tem contribuído para diminuir a poluição dos córregos e mananciais que abastecem a Grande São Paulo.
O Governo de São Paulo lançou o Na Rota da Água, iniciativa que prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nas cidades contempladas pelo novo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Também foram concluídas duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha, além de um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que atende ainda Francisco Morato, na Grande São Paulo.
As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, por meio da ampliação do tratamento de esgoto e da redução da poluição em rios e córregos da região.
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