
Criado em 2023 pelo Governo de São Paulo, o Hub de Cuidados em Crack e outras drogas teve papel decisivo para solucionar o fluxo de usuários de drogas que por mais de 30 anos tomou conta do centro de São Paulo, na chamada Cracolândia. Desde sua criação, em 2023, o polo atendeu 39,3 mil usuários e encaminhou 34,6 mil para tratamento em hospitais especializados e casas terapêuticas.
O Hub de Cuidados em Crack funciona como porta de entrada para ajuda e assistência especializada a todos aqueles que precisam de apoio médico, psicológico e social para a superação da dependência. Em 2023 e 2024, quando começaram as ações na região central, o equipamento chegou a fazer a triagem de quase 15 mil usuários por ano.
Em 2024, no auge da operação de desmonte da cracolândia, o Hub encaminhou mais de 13,5 mil atendimentos intensivos, sendo 8.558 para hospitais especializados, 3.698 para comunidades terapêuticas e 1.478 para outros equipamentos de saúde.
Ainda em 2026, completando um ano do fim da cena aberta no centro de São Paulo, o Hub continua em funcionamento. No primeiro trimestre deste ano, já encaminhou 3.242 atendimentos para tratamento especializado.
“O Hub de Cuidados foi peça central nessa transformação, oferecendo acolhimento, tratamento e oportunidade de recomeço para milhares de pessoas. O fim da cena aberta é resultado de planejamento, trabalho integrado e da coragem de enfrentar um problema que por anos foi ignorado”, disse o vice-governador Felício Ramuth, que coordenou as ações integradas do Estado na região.

O mapa de triagem de março do ano passado ao mesmo mês deste ano aponta que 95% dos pacientes que passaram peloHub eram do sexo masculino, em situação de rua (80%), provenientes da região central da capital (87%), com mais de 1 ano de uso (61,5%) e que consumiam tanto crack quanto cocaína (51,3%).
São Paulo dispõe atualmente de 728 leitos de internação específicos para dependentes químicos, exclusivamente referenciados para atendimento via Hub de Cuidados – desse total, 588 leitos para desintoxicação foram abertos pela atual gestão. O Governo de SP também criou o Complexo de Casas Terapêuticas, onde cada complexo é composto por 4 unidades.
Pela primeira vez em quase três décadas, a cracolândia deixou de existir como problema estrutural no centro de São Paulo. A solução que parecia impossível veio com um conjunto de ações intersetoriais que combinou desmantelamento do ecossistema do crime organizado no território, requalificação urbana e a ampliação inédita dos serviços de saúde e assistência voltados a dependentes.
Esse conjunto articulado de medidas foi decisivo para desmobilizar a cena aberta e esvaziar, em definitivo, o fluxo que durante anos se deslocou entre as ruas Helvétia, Dino Bueno, Alameda Cleveland, Praça Princesa Isabel e Rua dos Protestantes; esta última foi totalmente desocupada em maio de 2025, simbolizando a extinção da cracolândia.
O resultado foi alcançado graças à ação conjunta do Governo do Estado e da Prefeitura, reunindo segurança, saúde, assistência social, zeladoria urbana, desenvolvimento econômico, habitação e requalificação de áreas degradadas – entre elas, a desocupação da favela do Moinho, que era a principal área de fornecimento de drogas no centro de São Paulo.
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