O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (5/2), que Jair Bolsonaro (PL) não merece absolvição pela tentativa de dar um golpe de estado, motivo pelo qual o ex-presidente foi indiciado pela Polícia Federal.
Lula também ressaltou que aqueles envolvidos na articulação para matar o presidente, o vice-presidente e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) igualmente não merecem perdão, além de criticar pedidos de anistia sem que odevido processo não tenha sido concluído.
“Eu acho que quem tentou dar um golpe, quem articulou inclusive a morte do presidente e do vice-presidente e do presidente do Tribunal Eleitoral,não merece absolvição”, destacou o presidente.
Sem citar o nome de Bolsonaro, o petista mandou um “recado” ao ex-presidente petista e pediu que as pessoas aguardem o andamento do processo antes de declararem o desejo de anistia.
“As pessoas são muito interessantes. Nem terminou o processo, já querem anistia. Ou seja, eles não acreditam que são inocentes? Eles deveriam acreditar que são inocentes, e não ficar pedindo anistia antes de o juiz determinar qual é a punição”, argumentou o presidente.
Lula também disse que, caso a Justiça entenda que Bolsonaro possa concorrer às eleições, ele vai concorrer. “Haverá o direito de defesa que nunca houve para mim, para ele vai haver. E se a Justiça entender que ele pode concorrer às eleições, ele pode concorrer. E se for comigo, vai perder outra vez. Porque não há possibilidade de a mentira ganhar uma eleição neste país.”
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse no domingo (2/2) que o futuro do Projeto de Lei (PL) da Anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023 deve ser decidido em reuniões dos líderes partidários “nos próximos dias”. A declaração foi dada em entrevista a jornalistas da Paraíba.
O deputado paraibano se comprometeu a tratar do tema com a “maior imparcialidade possível”, mas reforçou que a proposta deve ser debatida com muita responsabilidade e “cautela”.
A sinalização de Motta foi celebrada pelo ex-presidente Bolsonaro, que reforçou, em entrevista ao Metrópoles, a esperança de aprovar o projeto. Segundo ele, a aprovação não lhe traria ganhos próprios.
“Não é a minha anistia. Afinal de contas, não estou condenado em absolutamente nada”, disse Bolsonaro. “É para dezenas de pessoas condenadas a penas absurdas” e “uma anistia humanitária”, assinalou o ex-chefe do Plantalto.
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