Em nova previsão na corrida para o Oscar 2025, a revista norte-americana Entertainment Weekly apostou em duas vitórias para o filme Ainda Estou Aqui na 97ª edição da premiação. Para eles, a atriz brasileira Fernanda Torres lidera a disputa na categoria de Melhor Atriz.
Segundo a revista, as polêmicas envolvendo a atriz Karla Sofía Gascón podem influenciar diretamente nas possíveis vitórias de Emilia Pérez. O filme francês foi indicado em 13 categorias.
Eles destacam também que filmes como Anora, Wicked, O Brutalista e A Complete Unknown podem ser favorecidos na hora dos eleitores escolherem os vencedores. Contudo, ressaltam que nem sempre acontecimentos na internet influenciam os votos.
Após as controvérsias com Emilia Pérez, concorrente direta de Ainda Estou Aqui em Melhor Filme Estrangeiro, a Entertainment Weekly avalia que o longa brasileiro saiu na frente para vencer a categoria. Em Melhor Filme, a revista apontou que O Brutalista deve vencer.
Já na disputa de Melhor Atriz, a revista ponderou que as recentes polêmicas de Karla Sofía Gascón, que inclusive foi removida de campanhas do filme pela Netflix, prejudicaram suas chances de vitória na categoria.
Para eles, Fernanda Torres desponta como a mais provável de vencer a categoria no dia 2 de março. A revista destacou ainda a paixão dos brasileiros pelo filme e pela atriz.
A publicação acredita que Fernanda levaria a melhor contra a favorita Demi Moore, de A Substância, após a vitória e discurso da norte-americana no Globo de Ouro. Segundo a revista, qualquer coisa pode acontecer na disputa, mas a temporada do Oscar os ensinou a “escolher a opção menos ortodoxa quando somos forçados a escolher entre lógica ou disrupção”.
Karla Sofía Gascón, estrela de Emilia Pérez, se viu em mais uma polêmica na última quinta-feira (30/1), após várias postagens antigas dela no X (antigo Twitter), ressurgirem nas redes sociais. Entre os comentários da atriz espanhola, estão falas sobre a crescente presença de árabes na Espanha e críticas sobre a representatividade no Oscar.
Em sua maioria, as postagens foram feitas entre 2020 e 2021 e foram apagadas do perfil da atriz pela noite, segundo a Variety. Os prints, contudo, circularam na rede social ao longo do dia.
Um deles, feito em 22 de novembro de 2020, mostra Karla Sofía Gascón falando sobre a crescente presença de árabes na Espanha.
Também em 2020, a atriz voltou a falar sobre o tema e criticou a religião. “O islamismo é maravilhoso, sem nenhum machismo. As mulheres são respeitadas e, quando são respeitadas, ficam com um pequeno buraco quadrado no rosto para que seus olhos fiquem visíveis e suas bocas, mas apenas se ela se comportar. Embora se vistam assim para seu próprio prazer. Quão PROFUNDAMENTE REPUGNANTE DA HUMANIDADE”, escreveu.
Em 29 de janeiro de 2021, Karla falou que o “o islamismo não cumpre os direitos internacionais” e que as religiões “devem ser proibidas enquanto não cumprirem com o Direitos Humanos”.
A atriz também teceu críticas a outras religiões que, na opinião dela, violam os direitos humanos. “Estou tão farto de tanta merda, do islamismo, do cristianismo, do catolicismo e de todas as crenças de idiotas que violam os direitos humanos”, escreveu.
A atriz, que se tornou a primeira mulher trans indicada ao Oscar, também falou sobre a premiação em tuítes de 2021. Na ocasião, ela afirmou que “cada vez mais o #Oscar parece uma cerimônia de filmes independentes e de protesto, eu não sabia se estava assistindo a um festival afro-coreano, a uma manifestação do Black Lives Matter ou ao 8M”. Ela completou: “Além disso, uma festa feia, feia”.
Karla Sofía Gascón também falou sobre o assassinato de George Floyd, homem que foi morto por policiais em 2020 nos Estados Unidos e inspirou uma série de protestos no país. “Eu realmente acho que muito poucas pessoas se importaram com George Floyd, um vigarista viciado em drogas, mas sua morte serviu para demonstrar mais uma vez que há pessoas que ainda consideram os negros como macacos sem direitos e consideram os policiais como assassinos. Eles estão todos errados”, avaliou.
Em uma postagem seguinte, Karla acrescentou: “Muitas coisas para refletir sobre o comportamento da nossa espécie toda vez que um evento ocorre. Talvez não seja mais uma questão de racismo, mas de classes sociais que se sentem ameaçadas umas pelas outras. Talvez essa seja a única diferença real”.
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