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São Paulo reduz feminicídios em maio e reforça rede de proteção às mulheres

Foram 18 casos registrados no mês, oito a menos que no mesmo período do ano passado

30/06/2026 às 16h45
Por: Redação Fonte: Secom SP
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A Polícia Militar criou a Patrulha SP Mulher Segura focada no combate à violência doméstica. Foto: Governo de SP/Divulgação
A Polícia Militar criou a Patrulha SP Mulher Segura focada no combate à violência doméstica. Foto: Governo de SP/Divulgação

O estado de São Paulo registrou queda nos casos de feminicídio em maio deste ano na comparação com o mesmo período de 2025. Em números absolutos, as ocorrências diminuíram de 26 para 18, segundo os dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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A redução foi observada em diferentes regiões do estado. Na capital paulista e região metropolitana, os casos passaram de 11 para nove crimes no período. No interior, a queda foi ainda mais expressiva, de 15 para nove registros.

A coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) do estado, delegada Cristiane Braga, associou o resultado às ações desenvolvidas pelo Governo de São Paulo para fortalecer a rede de proteção e incentivar as denúncias de violência doméstica ou familiar.

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“O feminicídio normalmente é o último estágio de uma sequência de violências que, muitas vezes, já vinha sendo praticada contra a mulher. Se não há denúncia, não temos como saber que há um problema ali”, afirmou.

Os dados acumulados do ano mostram que o enfrentamento ao feminicídio segue como um desafio permanente para as forças de segurança e para toda a rede de proteção às mulheres. Entre janeiro e maio, foram registrados 124 casos em todo o estado, ante 107 ocorrências no mesmo período de 2025. A alta foi puxada pelos crimes que aconteceram no interior paulista: foram 85 mortes entre janeiro e maio deste ano. Na cidade de São Paulo, os registros passaram de 29 para 21 casos. Na Região Metropolitana, houve leve redução, de 19 para 18 ocorrências.

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“Quanto mais cedo essa vítima consegue acessar os canais de atendimento e denunciar o agressor, maiores são as chances de interromper esse ciclo e evitar uma tragédia. Por isso, trabalhamos continuamente para ampliar o acesso das mulheres aos serviços especializados e garantir que elas encontrem acolhimento e proteção”, acrescentou a delegada.

A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli, destacou que o combate à violência contra a mulher tem sido uma das prioridades da corporação.

“Nenhum caso de feminicídio é aceitável. Por isso, temos investido em ações preventivas, no fortalecimento dos canais de atendimento e na capacitação permanente dos policiais para acolher e proteger as vítimas. A redução registrada em maio é um resultado importante, mas seguimos atuando de forma incansável para preservar vidas e garantir que as mulheres se sintam seguras para denunciar qualquer tipo de violência”, disse.

Segundo as autoridades, a participação da sociedade também é fundamental nesse enfrentamento. Familiares, amigos, vizinhos e pessoas próximas podem ajudar a identificar situações de risco e incentivar as vítimas a procurar ajuda antes que a violência se agrave.

*Rede de proteção é ampliada para fortalecer atendimento às mulheres*

São Paulo foi o primeiro estado do país a criar uma Delegacia de Defesa da Mulher e atualmente conta com 144 unidades especializadas. Além do atendimento presencial, as vítimas podem registrar ocorrências por meio da DDM Online e das Salas DDMs Online, ampliando o acesso ao atendimento policial especializado, ao acolhimento e à solicitação de medidas protetivas.

Nos últimos anos, o Governo de São Paulo ampliou a rede de proteção às mulheres com a criação de novos programas e ferramentas voltados à prevenção e ao combate à violência doméstica. Entre as iniciativas está a Cabine Lilás, que direciona chamadas de violência doméstica feitas ao telefone 190 para policiais femininas capacitadas para acolher, orientar as vítimas e acionar o atendimento emergencial.

Outra medida foi o lançamento do aplicativo SP Mulher Segura, que reúne diversos serviços em um único ambiente digital, incluindo registro de ocorrência, acionamento emergencial da Polícia Militar e acesso facilitado aos canais de apoio.

Em abril deste ano, o Governo de São Paulo e o Tribunal de Justiça firmaram parceria para ampliar o monitoramento eletrônico de agressores em todo o estado. Atualmente, estão disponíveis 1.250 equipamentos entre tornozeleiras eletrônicas e dispositivos de acompanhamento.

Mais recentemente, a Polícia Militar criou a Patrulha SP Mulher Segura, especializada na atuação ostensiva e preventiva em ocorrências de violência doméstica, especialmente nos casos relacionados à Cabine Lilás e aos acionamentos do botão do pânico do aplicativo.

Também foi lançado o Espaço Lilás, programa que prevê a instalação de estruturas especializadas dentro de batalhões, companhias e demais unidades da Polícia Militar para fortalecer o acolhimento e o atendimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

As iniciativas integram a estratégia do Governo de São Paulo para ampliar a proteção às vítimas, incentivar as denúncias e reforçar o enfrentamento à violência contra a mulher em todas as regiões do estado.

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