
O que muda na metodologia?
A metodologia passa a considerar uma série histórica de 15 anos, parâmetros diferentes para os períodos seco e úmido e uma curva específica para o Sistema Cantareira. A faixa de atuação será definida pela condição mais restritiva entre o Cantareira e o SIM.
Por que a metodologia foi alterada?
Para incorporar projeções hidrológicas mais recentes, o aprendizado do primeiro ciclo e as contribuições da consulta pública. O objetivo é ampliar a capacidade de antecipar riscos. A atualização faz parte do aperfeiçoamento técnico já previsto na deliberação anterior ao final de cada período do ciclo hidrológico e não decorre de uma mudança repentina do cenário.
E a metodologia anterior?
A metodologia lançada em 2025 foi importante ao permitir uma gestão eficiente, planejada e transparente, baseada em dados. A versão com aprimoramentos preserva os fundamentos e incorpora os aprendizados da primeira aplicação.
Por que deixar de usar apenas 2021 como referência?
A adoção de uma série histórica de 15 anos permite analisar com mais precisão períodos secos, chuvosos e intermediários, tornando as projeções mais consistentes e alinhadas ao comportamento real do ciclo hidrológico. O período também contempla eventos climáticos relevantes, como El Niño e La Niña, possibilitando comparações mais robustas e maior capacidade de antecipação de cenários, inclusive diante da previsão de ocorrência desses fenômenos nos próximos meses.
Por que o Cantareira terá uma curva própria?
Porque é um sistema estratégico que tem comportamento diferente do conjunto do SIM e apresentou baixo volume de chuvas no último ano hidrológico (veja gráfico). O acompanhamento individual permite identificar variações que poderiam ficar diluídas na análise agregada.

Como será definida a faixa de atuação?
Serão analisadas as curvas do SIM e do Cantareira. Caso indiquem faixas diferentes, prevalecerá a condição mais crítica, como medida de prudência para proteger o abastecimento.
A nova metodologia é mais rígida?
Ela é mais preventiva e conservadora. Amplia os fatores de análise e permite que medidas sejam adotadas antes que o sistema chegue a situações mais adversas.
Com que frequência as faixas serão avaliadas?
A avaliação ordinária será mensal, com emissão de nota técnica pelo Comitê no último dia de cada mês. Em caso de agravamento relevante, poderá haver avaliação extraordinária.
O que muda imediatamente para a população?
A metodologia, por si só, não altera o abastecimento. Eventuais mudanças dependem da faixa vigente e das medidas operacionais correspondentes, que não sofreram alteração.
A população precisa economizar água?
Sim. O consumo consciente precisa ser uma prática contínua mesmo em períodos chuvosos e complementa as responsabilidades do Estado e dos prestadores de investir, reduzir perdas, ampliar a oferta e operar o sistema com eficiência. São frentes que se reforçam mutuamente.
A redução de pressão durante a noite funciona?
Sim. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, a GDN gerou economia acumulada de aproximadamente 158 bilhões de litros de água, volume equivalente ao consumo mensal de aproximadamente 27,65 milhões de pessoas, mais que a população da Região Metropolitana.
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