
A CDHU publica neste mês de junho o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025 com novas diretrizes para os projetos habitacionais da companhia, voltadas à integração entre moradia, mobilidade, meio ambiente e infraestrutura urbana. A proposta marca uma mudança na forma de planejar os empreendimentos, que passam a considerar, além da construção de moradias, a relação dos projetos com o território, os serviços públicos e a dinâmica das cidades.
As diretrizes estão organizadas em três eixos: recuperação urbana, meio ambiente e sustentabilidade, mobilidade e segurança. A nova política habitacional da companhia articula ações ligadas ao planejamento urbano, transporte, saneamento, adaptação climática e inclusão social.
Os projetos priorizam terrenos com acesso a transporte público, comércio, equipamentos públicos e oportunidades de trabalho, buscando reduzir deslocamentos e melhorar o cotidiano das famílias.
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Antes da implantação de um empreendimento, os terrenos passam por análises de viabilidade que levam em conta não apenas a legislação urbanística e ambiental, mas também as condições físicas e ambientais da área. São avaliados fatores como presença de nascentes, cursos d’água, áreas alagadiças, Áreas de Preservação Permanente (APPs), instabilidade de encostas, processos erosivos, risco de inundação e características da vegetação. Dependendo das condições identificadas, podem ser necessários estudos técnicos complementares para validar a ocupação.
As novas diretrizes também buscam evitar a segregação socioespacial, com projetos que incentivam diversidade arquitetônica e convivência entre diferentes perfis de moradores. O planejamento considera o conceito de cidade compacta e de “cidade de 15 minutos”, aproximando moradia, serviços, comércio, lazer e equipamentos públicos.
Os empreendimentos incluem ainda soluções voltadas à segurança urbana, eficiência energética e adaptação às mudanças climáticas, com medidas como drenagem sustentável, infraestrutura verde, reaproveitamento de recursos naturais e preservação de áreas permeáveis e arborizadas.
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Entre os projetos de referência que já seguem essas diretrizes está o SP-Lajeado K12, em Guaianases, na zona leste da capital. O empreendimento prevê 1.500 moradias no entorno da futura Estação Lajeado da Linha 11-Coral da CPTM, integradas ao terminal de ônibus, comércio, serviços e áreas públicas. Em Santos, o projeto Santos AE13, no bairro do Macuco, prevê a requalificação urbana e ambiental da região próxima ao futuro túnel Santos-Guarujá e à estação do VLT, com 1.769 unidades habitacionais distribuídas em nove torres, além de áreas comerciais, serviços e espaços públicos.
O Conjunto Habitacional Santos AB, em Santos, entregue em janeiro deste ano, também mostra essa tendência, com desenho, na escala e, principalmente, na forma como o conjunto dialoga com o entorno. O projeto executado conta com diversidade de volumetria e usos, áreas institucionais, comerciais e residenciais, ventilação cruzada e um projeto cromático preciso. Um projeto pensado em escala territorial, que costura o conjunto ao bairro e propõe uma nova centralidade urbana, conectando habitação com outros serviços, como a Praça da Cidadania, instalada na proximidade do conjunto, com oferta de cursos profissionalizantes, atividades de formação e áreas de convivência comunitária.
Acesse o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025: https://www.cdhu.sp.gov.br/cdhu/Transpar%C3%AAncia/Governan%C3%A7a%20Corporativa/Relat%C3%B3rio%20Integrado%20ou%20de%20Sustentabilidade
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