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CLDF aprova “Tabela SUS Candanga” para ampliar assistência à saúde

Proposta permite que instituições privadas atuem de forma complementar ao SUS em situações específicas de insuficiência da rede pública

12/05/2026 às 20h02
Por: Redação Fonte: Agência CLDF
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Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Na sessão da Câmara Legislativa desta terça-feira (12), os deputados distritais aprovaram a criação da “Tabela SUS Candanga”, comvalores complementares à tabela nacional do Sistema Único de Saúde(SIGTAP). A matéria consta do projeto de lei nº 2.144/2026 , do deputadoRoosevelt Vilela (PL), e do  PL nº 2.306/2026 , do Executivo. Os textos tramitaram em conjunto e foram consolidados no substitutivo aprovado nesta tarde. A redação final segue para a sanção da governadora Celina Leão.

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A iniciativa cria umatabela diferenciada para remunerar a participação complementar da iniciativa privada na execução de ações e serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) no DF. A medida será aplicada em casos nos quais a rede pública não tiver capacidade suficiente para atender à demanda e houver comprovação de impossibilidade de ampliação dos serviços públicos. A medida, de acordo com o texto, será financiada com recursos de emendas, distritais e federais, e com recursos próprios do Distrito Federal. 

>> Confira imagens da sessão ordinária

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“O projeto viabiliza a formalização de contratos e convênios com entidades privadas, permitindo a expansão imediata das ações do SUS sempre que a rede pública estiver com sua capacidade de atendimento comprometida frente à alta demanda”, argumentou o autor do substitutivo, deputado Roosevelt. O parlamentar comemorou a aprovação da proposta pela Casa: “Essa aprovação é um marco, uma virada de chave para a saúde pública”. 

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Foto: Reprodução/Agência CLDF
Foto: Reprodução/Agência CLDF


A votação do texto foi antecedida por debate entre os distritais. A presidente da Comissão de Saúde (CSA), deputadaDayse Amarilio (PSB), chegou a proferir parecer contrário à matéria, apontando “risco de substituição progressiva da rede pública” e considerando a medida um “vetor de privatização do SUS”.

Já o deputadoJorge Vianna (Democrata), vice-presidente da CSA, elogiou a proposta: “É um dos melhores projetos que esta Casa apreciou”. O parlamentar apresentou o relatório do vencido no colegiado de mérito. “Vai tirar pacientes da fila e zerar cirurgias de catarata, por exemplo”, avaliou.   

O texto foi aprovado em segundo turno com o voto favorável de 12 parlamentares.    

Denise Caputo - Agência CLDF

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