
O Governo do Estado de São Paulo, por meio do programa Integra Tietê, já retirou mais de 134 mil toneladas de resíduos flutuantes do Rio Pinheiros desde o início das operações, em 2023. O programa é o maior de recuperação socioambiental do Rio Tietê. O dado é atualizado em tempo real pelo Lixômetro, painel instalado às margens do manancial, na capital paulista, e atingiu a marca no último fim de semana.
A retirada de lixo flutuante do Rio Pinheiros integra as ações da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da SP Águas – Agência de Águas do Estado de São Paulo –, com apoio da Emae. No período, o Estado já investiu R$ 212,6 milhões na operação de remoção de resíduos, o que tem permitido ampliar a capacidade de coleta e aumentar a eficiência do trabalho no local.
Nos primeiros quatro meses de 2026, a operação registrou avanço expressivo: foram retiradas mais de 16,2 mil toneladas de lixo flutuante do Rio Pinheiros, volume 19,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A coleta dos resíduos ocorre diariamente por meio de embarcações da SP Águas, que percorrem o canal. Entre os materiais mais frequentemente encontrados estão garrafas PET, embalagens de isopor, como as de marmitas, brinquedos e itens de grande porte, como sofás e colchões.
Segundo o diretor da SP Águas, Nelson Lima, o investimento reflete o compromisso do Estado com a recuperação ambiental. “A retirada diária de resíduos do Rio Pinheiros é essencial para reduzir impactos ambientais e preservar o meio ambiente da região. Nossa equipe busca, constantemente, aperfeiçoar esta operação, e esse trabalho reflete diretamente na drenagem urbana e na qualidade de vida da população”, afirma.
Os dados são exibidos no Lixômetro, instalado no Parque Bruno Covas, próximo à Casa Conectada, na entrada, no sentido do bairro de Interlagos, pela Marginal Pinheiros. O equipamento permite que a população acompanhe, em tempo real, o volume de resíduos coletados nos dois canais que compõem o Rio Pinheiros, reforçando a transparência na aplicação dos recursos públicos e a conscientização ambiental.
“A participação da sociedade é essencial para avançarmos na despoluição do Rio Tietê e de seus afluentes, como o Pinheiros. O descarte correto do lixo tem impacto direto nesse processo. A retirada de resíduos é apenas uma parte de um trabalho amplo, que melhora o meio ambiente e a qualidade de vida da população”, afirmou o subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Semil, Cristiano Kenji.
A poluição difusa do rio é resultado da ação humana, tanto pelo descarte irregular direto no canal quanto pelo arraste de resíduos pelas chuvas. Regiões como Jaguaré, Itaim Bibi, Morumbi, áreas da Bacia do Guarapiranga, Vila Olímpia, Panamby e Capão Redondo estão entre as áreas próximas ao rio de onde se origina parte desses resíduos, que também impactam a fauna local, como capivaras e aves.
Já o programa Integra Tietê, coordenado pela Semil, é o maior projeto de recuperação socioambiental do Rio Tietê, com investimentos previstos de R$ 23,5 bilhões até 2029. Além da retirada de resíduos flutuantes, o programa já removeu cerca de 5 milhões de m³ de sedimentos e conectou 1,5 milhão de domicílios à rede de esgoto, reduzindo a carga orgânica lançada no Tietê e seus afluentes.
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