
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, conquistou o primeiro lugar na categoria “Pronto-Socorro” em pesquisa do Datafolha que avaliou os melhores serviços da capital paulista de acordo com a percepção da população. Com 6% das menções espontâneas, o HCFMUSP lidera o ranking, dentro da margem de erro, ao lado dos hospitais São Luiz e São Camilo, que alcançaram 7% das menções cada, e do Hospital Israelita Albert Einstein, que recebeu 5%. É a segunda vez consecutiva que a instituição pública tem destaque na modalidade, criada no ano passado.
Para chegar ao resultado, o Datafolha ouviu, entre os dias 5 e 13 de fevereiro, 1.008 moradores da cidade de São Paulo, com 16 anos ou mais, pertencentes às classes A e B. O objetivo foi verificar quais empresas e instituições são consideradas as melhores em 39 categorias. Segundo o instituto, a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.
No ano de 2025, os institutos que fazem parte do complexo HCFMUSP realizaram 140 mil atendimentos de urgência e emergência, sendo cerca de 45,6 mil somente no Instituto Central, que abriga a Unidade de Emergência Referenciada para casos de maior gravidade. O diretor clínico do HCFMUSP, Prof. Dr. Edivaldo Massazo Utiyama, ressalta o número expressivo e afirma que a conquista se torna ainda mais relevante quando considerado que o pronto-socorro é um dos mais lembrados pela população, mesmo não atendendo no modelo “portas-abertas”. Por ser um hospital terciário, são recebidos apenas pacientes encaminhados via sistema de regulação da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) ou que chegam de ambulância e transporte de resgate.
A Profa. Dra. Ludhmila Hajjar, diretora da Divisão de Emergências do Instituto Central do HCFMUSP, enfatiza que a instituição tem apostado em inovação para otimizar fluxos e reduzir o tempo de resposta em situações críticas. De acordo com a especialista, a estratégia vai além da digitalização de processos e busca reconfigurar a lógica de funcionamento hospitalar. “A presença do Hospital das Clínicas da FMUSP entre as instituições mais reconhecidas, inclusive por públicos exigentes, reflete um conjunto de fatores, como a excelência técnica das equipes, a capacidade de atendimento, o investimento contínuo em ensino, pesquisa e inovação, além de um compromisso histórico com a qualidade assistencial. Entre iniciativas recentes, destacam-se a modernização de fluxos assistenciais, bem como a incorporação de novas tecnologias diagnósticas e terapêuticas. Também houve avanços na organização das equipes e na integração entre diferentes áreas, o que contribui para reduzir o tempo de resposta, aumentar a eficiência do atendimento e minimizar a sobrecarga dos profissionais”, diz.
Hajjar pontua, ainda, que a integração entre tecnologia e organização de fluxos é fundamental para garantir agilidade no atendimento de casos graves. “Desde a chegada do paciente, seja por ambulância ou helicóptero, contamos com protocolos estruturados e sistemas digitais que permitem a comunicação imediata entre as equipes de emergência, centro cirúrgico e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A classificação de risco é realizada de forma rápida e precisa, e as informações clínicas são compartilhadas em tempo real, o que acelera a tomada de decisão. O uso de ferramentas de monitoramento e imagem de alta complexidade também contribui para diagnósticos mais rápidos e assertivos”, explica.
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