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Solenidade na CLDF convida à reflexão sobre genocídio contra os Tutsi em Ruanda

Por iniciativa da deputada Doutora Jane (MDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza sessão solene em referência ao marco na história do...

06/04/2026 às 08h36
Por: Redação Fonte: Agência CLDF
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Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF
Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

Por iniciativa da deputadaDoutora Jane (MDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza sessão solene em referência ao32º Memorial do Genocídio contra a etnia Tutsi em Ruanda, um marco na história do continente africano. A solenidade ocorre no dia 7 de abril, às 10h, no plenário da CLDF, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Legislativa.

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A parlamentar busca promover, no âmbito do Poder Legislativo, um momento de reflexão, memória e conscientização sobre uma das maiores tragédias humanitárias do século XX. O genocídio ocorrido em Ruanda, em 1994, vitimou mais de 800 mil pessoas em apenas 100 dias, sendo reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma violação extrema dos direitos humanos.

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Foto: Reprodução/Agência CLDF
Foto: Reprodução/Agência CLDF


“Ao propor a sessão solene, buscamos não apenas prestar solidariedade à comunidade ruandesa e aos sobreviventes, mas também reafirmar o compromisso da Câmara Legislativa com os valores da paz, da dignidade humana, da diversidade étnico-racial e da defesa dos direitos humanos”, afirma a distrital.

O massacre


A violência foi impulsionada por décadas de tensões étnicas entre os Hutus, maioria no país, e os Tutsis, minoria que historicamente ocupou posições de poder. O estopim do massacre foi o assassinato do então presidente ruandês Juvénal Habyarimana, cujo avião foi derrubado em 6 de abril de 1994.

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A partir desse episódio, milícias Hutus conhecidas como Interahamwe, com o apoio do governo, iniciaram ataques sistemáticos contra os Tutsis e opositores políticos. Civis foram incentivados a participar dos massacres, utilizando facõese armas improvisadas.

Após o genocídio, o país enfrentou um longo e doloroso processo de reconstrução, que incluiu julgamentos de criminosos de guerra e iniciativas de reconciliação nacional. A memória do genocídio é preservada por meio do Kwibuka, período anual de luto e reflexão que busca educar sobre os perigos do ódio e garantir que tragédias como essa nunca mais se repitam.

Bruno Sodré - Agência CLDF

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