Devido ao Carnaval, a Câmara Municipal de Bragança Paulista retoma as atividades nesta quarta-feira (18), com Sessão Ordinária marcada para as 14h e deve deliberar sobre o pedido de cassação do mandato do prefeito.
O presidente do Legislativo, vereador Tião do Fórum, confirmou à reportagem do Jornal Em Pauta que colocará em votação, no Plenário, a admissibilidade ou não do pedido de cassação do mandato e do pedido de providências contra o prefeito Edmir Chedid, protocolado na última sexta-feira (13).
O médico Dr. César Alves e a deputada estadual Paula, da Bancada Feminista (PSOL), acusam o prefeito de cometer uma possível infração político-administrativa — conduta ilegal praticada por agente político — por suposta quebra de decoro parlamentar no episódio da confusão com profissionais da educação e pelo cerceamento da liberdade de imprensa contra um jornalista.
A denúncia apresentada por César inclui ainda outros motivos, como indícios de movimentações irregulares na Secretaria de Educação, um episódio de nepotismo na Prefeitura, uma briga com uma moradora durante reunião do “Governo Social” e a ocasião em que chamou o vereador Fábio Nascimento para “sair no braço”, entre outros.
Em entrevista ao Jornal Em Pauta nesta segunda-feira (17), o presidente da Câmara de Bragança Paulista, vereador Tião do Fórum, garantiu que dará prosseguimento ao procedimento previsto no Regimento Interno já na 3ª Sessão Ordinária de 2026, agendada para esta quarta-feira (18), às 14h. Havia expectativa de que a Câmara apenas recebesse as denúncias e votasse posteriormente, mas Tião descartou essa possibilidade.
“Vamos receber a denúncia nas correspondências, fazer a leitura, a discussão e a votação. Tudo amanhã”, afirmou Tião do Fórum.
Segundo Tião, a decisão não cabe à Mesa Diretora, mas a todos os vereadores presentes. Para aceitar a admissibilidade da cassação de Edmir Chedid, é necessária maioria simples dos votos em Plenário. Portanto, caso todos os vereadores compareçam, serão necessários 10 votos.
Se a maioria dos vereadores aprovar o recebimento da denúncia, a Câmara formará imediatamente uma Comissão Processante, composta por três parlamentares sorteados. Eles elegerão um presidente e um relator. Caso os vereadores rejeitem o recebimento, a denúncia será arquivada na hora.
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