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Novo centro da USP vai usar nanotecnologia para diagnosticar e tratar câncer e doenças raras

Sediado no Instituto de Física de São Carlos da USP, novo centro vai propor soluções de alta tecnologia, com segurança, personalização e potencial ...

30/07/2025 às 10h13
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP vai sediar um dos novos centros temáticos apoiados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP vai sediar um dos novos centros temáticos apoiados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP vai sediar um dos novos centros temáticos apoiados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com o objetivo de desenvolver novos sistemas de diagnóstico e terapias avançadas que utilizam a nanomedicina para aplicação em câncer e doenças raras, incluindo a Atrofia Muscular Espinhal (AME). O Centro Nacional de Inovação em Nanotecnologia Aplicada ao Diagnóstico e Terapia do Câncer e Doenças Raras foi aprovado por meio da chamada pública MCTI / Finep / FNDCT / Centros Temáticos e foi instituído em 2023, com financiamento inicial de cerca de R$ 12 milhões e vigência até 2028.

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“As expectativas são as melhores possíveis, pois a criação do novo centro consolidará nossas pesquisas já em andamento numa área de fronteira e de grande importância acerca do uso da nanotecnologia no diagnóstico e terapia do câncer, especialmente glioblastoma e câncer de pulmão e de doenças raras”, destaca Valtencir Zucolotto, professor e pesquisador do IFSC que irá coordenar o centro. A iniciativa teve origem no trabalho e nos resultados obtidos pelo Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano), do IFSC, fundado em 2012 e também coordenado por Zucolotto. Além dele, participam do centro os professores Osvaldo Novais de Oliveira Jr. e Cleber Mendonça, do Grupo de Polímeros Prof. Bernhard Gross e do Grupo de Fotônica, respectivamente, ambos do IFSC.

Grupo GNano deu origem ao novo centro de inovação em nanotecnologia – Foto: Divulgação/GNano IFSC-USP
Grupo GNano deu origem ao novo centro de inovação em nanotecnologia – Foto: Divulgação/GNano IFSC-USP

O centro será mantido pelo IFSC, com professores e pesquisadores em atividades de pesquisa e extensão, incluindo colaborações externas, como pesquisadores do Hospital de Amor (Barretos), da Faculdade de Medicina (FM) da USP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), em São Paulo, além de diversas instituições internacionais.

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“Apesar do nosso grupo GNano já atuar nessas duas temáticas, o novo centro permitirá a ampliação da infraestrutura, facilities e recursos humanos, criando um espaço dedicado para a ciência e inovação. Pretendemos estabelecer novas colaborações acadêmico/científicas e também com empresas da área, para acelerar o desenvolvimento de novos nanofármacos, acelerando também uma eventual transferência de tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS) e/ou empresas”, explica o coordenador.

Novos paradigmas

O uso da nanomedicina em doenças raras representa um novo paradigma terapêutico, especialmente para pacientes que até então tinham poucas ou nenhuma opção de tratamento. O novo centro vai propor soluções de alta tecnologia, com segurança, personalização e potencial para levar essas terapias à prática clínica em larga escala.

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Na temática do câncer, os trabalhos vão se basear na aplicação de novas nanopartículas desenvolvidas nos últimos anos pelo grupo GNano, capazes de entregar fármacos antitumorais específicos e com alta especificidade, graças ao uso de sistemas biomiméticos.

Entre os objetivos do centro estão três áreas. A primeira é relacionada com nanomedicina teranóstica, cujo foco é desenvolver nanopartículas que unam diagnóstico e terapia, detectando tumores e, simultaneamente, eliminando células doentes. A segunda vertente são as nanovacinas e a imunoterapia, criando formulações de nanovacinas personalizadas, que “ensinam” o sistema imune a reconhecer e atacar células tumorais, particularmente em câncer e doenças raras. Por último, a nanotoxicologia, com a análise dos riscos e dos impactos das nanopartículas no organismo e meio ambiente, garantindo segurança nas aplicações clínicas.

O GNano recebeu em 2024 um dos prêmios Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica, pela tecnologia de nanomedicina desenvolvida para administração de medicamentos via nasal no tratamento do glioblastoma.

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