Sexta, 03 de Julho de 2026
11°C 27°C
Toledo, MG
Publicidade

Coronel do Exército nega monitoramento ilegal de Moraes

Coronel Marcelo Câmara disse que objetivo era ajuste de agendas

24/07/2025 às 17h31
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
Compartilhe:
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O coronel do Exército Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, negou nesta quinta-feira (24) ter realizado o monitoramento ilegal do ministro Alexandre de Moraes .

Continua após a publicidade
Anúncio

Câmara está preso e foi interrogado, por videoconferência, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como um dos réus do núcleo 2 da ação penal da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente.

O grupo é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar ações para tentar sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder, em 2022.

Continua após a publicidade
Anúncio

Confrontado por um juiz auxiliar de Moraes, relator do caso, sobre mensagens trocadas com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, delator nas investigações, Câmara disse que não realizou o monitoramento ilegal de Moraes, conforme a acusação, e só respondia às solicitações do militar.

De acordo com a denúncia da PGR, em uma das mensagens enviadas em dezembro de 2022, Câmara informou a Cid que Moraes estaria em São Paulo e se referiu ao ministro como "professora".

Continua após a publicidade
Anúncio

“Partiu de Cid o termo professora, inclusive ele fala que foi uma brincadeira e eu ingressei nessa brincadeira. Eu não tinha o objetivo de esconder nada, pelo contrário", afirmou.

Segundo o ex-assessor, as informações repassadas sobre os deslocamentos do ministro tinham objetivo de "aproximar o presidente" do ministro e para "ajuste de agendas".

"O nosso objetivo ao receber essa solicitação era para ajuste de agenda e, principalmente, uma aproximação com o ministro [Moraes]. Nós queríamos evitar uma série de problemas", completou.

Durante a audiência, o ex-assessor também negou ter participação no plano "Punhal Verde Amarelo". Segundo a PGR, o plano consistia em ações para matar Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vice-presidente, Geraldo Alckmin.

O interrogatório dos réus é uma das últimas fases da ação penal. A expectativa é de que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição dos acusados do núcleo 2 ocorra ainda este ano.

A denúncia da PGR sobre a trama golpista foi dividida em quatro núcleos. O núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foi interrogado no mês passado. Essa parte do processo está nas alegações finais, última fase, e deve ser julgada em setembro.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Toledo, MG
12°
Tempo limpo

Mín. 11° Máx. 27°

11° Sensação
2.14km/h Vento
82% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h46 Nascer do sol
05h32 Pôr do sol
Sáb 26° 11°
Dom 21°
Seg 22°
Ter 22° 11°
Qua 19°
Atualizado às 00h54
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,21 +0,00%
Euro
R$ 5,95 -0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 338,409,93 -0,22%
Ibovespa
172,787,63 pts 0.64%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade