
Em meio aos anúncios de negociações para um cessar-fogo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta quarta-feira (2/7), que não vai parar ‘”até libertar todos os reféns'” e que não haverá mais o grupo Hamas na Faixa de Gaza.
O pronunciamento ocorre um dia depois do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Netanyahu concordaria com um cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza.
O presidente norte-americano anunciou que teve uma uma “longa e produtiva reunião” com representantes de Israel na terça-feira (1º/7). Ele afirmou que Israel aceitou os termos para um novo cessar-fogo.
“Não haverá Hamas. Não voltaremos a isso. Acabou”, afirmou o ministro, ao dizer que não existirá o grupo na Faixa de Gaza em uma situação pós-guerra.
Mais cedo, o grupo Hamas afirmou estar revisando uma proposta de paz apresentada por mediadores e que busca um acordo que coloque fim à guerra com Israel.
De acordo com o oficial do Hamas, Taher al-Nunu, o grupo está “pronto e sério” para alcançar um cessar-fogo e aceitará “qualquer iniciativa que leve claramente ao fim completo da guerra”.
O grupo quer a retirada das tropas israelenses de Gaza, condição que Israel rejeita.
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