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Oposição condena fala de governador sobre greve dos professores: “Ameaça”

A greve dos professores da rede pública do Distrito Federal voltou a mobilizar deputados no plenário da Câmara Legislativa. Na sessão desta quarta-...

11/06/2025 às 21h17
Por: Redação Fonte: Agência CLDF
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Foto: Carolina Curi/Agência CLDF
Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

A greve dos professores da rede pública do Distrito Federal voltou a mobilizar deputados no plenário da Câmara Legislativa. Na sessão desta quarta-feira (11/6), parlamentares que fazem oposição ao governo de Ibaneis Rocha reforçaram o apoio à categoria e condenaram as recentes manifestações do governador sobre o movimento paredista. 

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O deputado Gabriel Magno (PT) fez questão de reproduzir um trecho do áudio da fala do chefe do Executivo: “Vou cortar o ponto e quero ver quanto tempo vão aguentar”. O parlamentar considerou haver um tom de ameaça diante de uma greve “justa e legítima” e lamentou que o governante esteja negando o que disse antes de ter sido eleito: “Ele dizia que ia governar junto com os servidores, abraçado com os sindicatos, onde fez fortuna. Agora, ataca os professores”.

Para o deputado Fábio Felix (Psol), a fala de Ibaneis foi “lamentável, autoritária e desrespeitosa”: “Ataca todos os servidores em seu direito legítimo à paralisação e à greve, debochando do alto de seu lugar social de milionário, de elite e de quem mora na casa mais cara do DF”.

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O distrital fez questão de comentar, ainda, outro trecho da fala do governador em que ele diz “não governar para sindicato”. “Ele ganhou toda a sua fortuna advogando para sindicato, defendendo direito à greve. Está rasgando a sua história”, apontou. Em seguida, questionou: “Está governando para quem? A saúde está um caos, tem 70% de desaprovação”. E emendou: “A enfermagem hoje está em paralisação, lutando por mínimas condições de trabalho. A greve, muitas vezes, não é por melhoria salarial, mas por mínimas condições objetivas de trabalho”.

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O deputado Chico Vigilante (PT) concordou com as críticas dos colegas e destacou a “resistência” da categoria do magistério. “Não vão voltar humilhados. A melhor coisa a ser feita é instalar uma mesa de negociação séria e chamar as lideranças sindicais para negociarem”, defendeu.

Foto: Reprodução/Agência CLDF
Foto: Reprodução/Agência CLDF


Por sua vez, o deputado Max Maciel (Psol) comentou que ninguém da base do governo apareceu para defender o governador. Ele também criticou que “em época de campanha [eleitoral], senta com todo mundo e promete tudo”. Por fim, concluiu: “Não é falta de recursos, mas falta de prioridade de fato”. 

Denise Caputo - Agência CLDF

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