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“Situação complexa”: entenda quadro de pneumonia bilateral do papa

Pontífice está internado há 22 dias em Roma. Situação de saúde do papa é complicada, com pneumonia nos dois pulmões, mas segue estável

07/03/2025 às 15h24
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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“Situação complexa”: entenda quadro de pneumonia bilateral do papa

O Vaticano divulgou, nesta sexta (7/3), que, depois de 22 dias internado, a situação de saúde do papa é estável, mas considerada “complexa. O pontífice foi diagnosticado com pneumonia bilateral no final de 2024 e foi internado várias vezes desde então.

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O quadro acontece quando há infecção nos dois pulmões ao mesmo tempo, normalmente causada por vírus, fungos, parasitas ou bactérias. O religioso já sofria com problema nos órgãos desde os 21 anos de idade, quando precisou retirar parte de um pulmão por conta de um pleurisma. A inflamação se dá na membrana que separa o órgão da caixa toráxica.

O Manual MSD explica que os pulmões são frequentemente expostos a microrganismos, que chegam pelo nariz ou garganta. Normalmente, o órgão lida com os problemas sozinho, mas, se há grande quantidade de invasores, ele é muito mais infeccioso do que o normal ou o pulmão não está funcionando corretamente, o quadro pode se agravar e se transformar em uma pneumonia.

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Quadros complicados acontecem principalmente em pacientes com problemas pulmonares e idosos — os papa se encaixa nos dois critérios.

“O comprometimento pulmonar causado pela doença pode levar à insuficiência respiratória. O pulmão adoece e não consegue fazer as trocas gasosas de forma adequada. Se não for tratado, pode ser fatal”, explicou a infectologista Eliana Bicudo, da Sociedade Brasileira de Infectologia do DF, em entrevista anterior ao Metrópoles.

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Sintomas de pneumonia

  • Tosse com expectoração de muco espesso ou com coloração alterada.
  • Dor torácica.
  • Calafrios.
  • Febre.
  • Falta de ar

“Estado crítico”

No dia 22 de fevereiro, o Vaticano afirmou que o estado do chefe da igreja era crítico pela primeira vez. O papa teve então uma piora grave, com crises de asma que obrigaram um aumento da ventilação mecânica que permitia a sua respiração.

Além disso, ele teve uma plaquetopenia, condição caracterizada pela queda no número de plaquetas, associada à anemia. Para estabilizar o quadro, foram necessárias transfusões de sangue. No domingo, 23, o pontifície desenvolveu uma insuficiência renal leve, o que agravou seu estado.

Depois de uma semana estável, no dia 28 de fevereiro o papa sofreu um broncoespasmo, uma contração involuntária intensa da musculatura pulmonar que causa crise de falta de ar intensa. O padre inalou parte do próprio vômito e foi necessário passar por uma broncoaspiração para limpeza dos pulmões.

O quadro causou uma crise respiratória grave que piorou ainda mais seu estado de saúde e exigiu ventilação mecânica integral.

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